Problemas com a corretora?

O que fazer para não perder dinheiro quando a empresa falhar na execução de uma ordem de compra ou venda de ações.


É preciso ficar bem atento na hora de pedir à sua corretora que compre ou venda ações de uma empresa negociada na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). A corretora é a intermediária entre o investidor e o mercado fi nanceiro.

Erros nessas ordens são o principal motivo das reclamações registradas pelo ombudsman do mercado da Bovespa. No ano passado, foram recebidas 264 queixas de investidores que tiveram suas operações realizadas de forma errada ou que não foram executadas de maneira fiel. Já foi pior. Há três anos foram registradas 530 reclamações na Bovespa. Diferenças nos valores e nas quantidades dos pedidos de compra ou venda de papéis não são o único problema que pode acontecer quando você faz transações no mercado de ações. Também pode ocorrer demora na transferência da carteira de ações para outra corretora e até mesmo erros nos créditos da empresa emissora das ações. Em qualquer dessas situações, se houver prejuízo, você não precisa ficar lastimando a perda de dinheiro. Dá para remediar. Uma alternativa é acionar o ombudsman da Bovespa. Ele vai ouvir a sua reclamação e examinar seus argumentos. Depois vai sugerir um encontro com a corretora, para tentar solucionar o caso. A consulta com o profi ssional é confi dencial e gratuita.

Se não houver um acordo com a corretora por meio dele, você pode recorrer ao Mecanismo de Ressarcimento de Prejuízos (MRP) da Bovespa, o antigo Fundo de Garantia da bolsa. O MRP assegura ao investidor indenização de até 60 000 reais caso ocorram situações como a execução infi el das ordens ou a não-execução — ou a compra ou venda de ações com um valor maior ou menor do que você pediu. Para valores superiores a 60 000 reais, o caminho é a Justiça comum. Mas, antes de recorrer à Justiça, saiba o que fazer para solucionar os problemas mais comuns que podem ocorrer nas transações com ações.

PROBLEMA
A ordem de compra ou venda eletrônica não foi realizada ou foi feita com erro

SOLUÇÃO
Fale direto com a ouvidoria da corretora que faz as transações financeiras para você. Para evitar um impasse com a corretora, você deve arquivar todas as suas ordens de compra e venda de ações. Assim, se precisar provar que solicitou a operação, basta imprimir uma cópia da ordem de transação financeira. Algumas corretoras encaminham por e-mail a confirmação do recebimento da ordem de compra ou venda. Certifi que-se de que sua corretora pode encaminhar essa ordem para você. “Desse jeito, o cliente pode acompanhar todas as suas operações com mais transparência”, diz Otávio Sant’Anna, gerente de homebroker da corretora Coinvalores, de São Paulo. Esse tipo de problema ocorre, em geral, por falha no sistema eletrônico da corretora, que não registra a ordem do cliente. Neste caso, a corretora deve arcar com o prejuízo, fazer a compra das ações, mesmo se a cotação tiver disparado entre o momento da ordem e a percepção do erro. Se a falha foi na diferença de valores, a corretora também deve fazer a correção de preços.

PROBLEMA
A ordem feita por telefone não foi executada

SOLUÇÃO
A situação fica um pouco mais complicada. Há poucas chances de provar que a ordem de compra ou venda foi realmente feita. Mas não desista. O primeiro passo é encaminhar a reclamação para o ombudsman da Bovespa. Ele fará a mediação. “Apesar de mais difíceis, essas queixas podem se resolver muito rapidamente”, diz Joubert Rovai, ombudsman do mercado. Cerca de 90% das reclamações recebidas têm procedência. Para evitar esse tipo de impasse no mercado de ações, o ombusdman sugeriu que as corretoras gravem todas as ligações com os seus clientes. Mas só algumas já adotaram o sistema.

PROBLEMA
A corretora demora muito para liberar a transferência da sua carteira

SOLUÇÃO
Procure o ombudsman da Bovespa. Não existe um prazo mínimo estipulado para a transferência, mas é possível reclamar pelos abusos. “O ideal é em torno de dez dias”, diz Joubert. A oncorrência
entre as corretoras está acirrada, estimulando o cliente a trocar de corretora em função das taxas mais baixas cobradas por elas. Mas, se o processo de transferência demorar muito, o investidor pode ficar no prejuízo. “Ele corre o risco de perder boas oportunidades no pregão”, diz Jansen da Costa, diretor da corretora carioca Ativa.

PROBLEMA
A companhia não creditou o valor correto do dividendo

SOLUÇÃO
Qualquer reclamação em relação à companhia emissora da ação deve ser encaminhada à Superintendência de Proteção e Orientação aos Investidores da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão responsável pela regulamentação e fi scalização do mercado de capitais.

PROBLEMA
O imposto do investimento não foi pago

SOLUÇÃO
Aqui você não tem para quem reclamar. Procure rapidamente a Receita Federal para quitar as pendências e evitar cair na malha fi na. “Muitos investidores novatos, acostumados a aplicar em fundos, deixam de pagar o imposto, pensando que o recolhimento é uma responsabilidade da corretora”, diz Jansen, da Ativa. Quem aplica diretamente em ações é responsável por fazer a apuração tributária todo mês. Só incide imposto se o valor total dos papéis vendidos no período superar 20 000 reais.

Estratégias: assumindo nossas fraquezas

Assistimos durante o ano de 2003 um forte crescimento da Bolsa em todos os sentidos. Entrada agressiva de capital estrangeiro, uma valorização de quase 100% no ano e o aumento considerável de pessoas físicas investindo e operando. O problema é o último ponto. Não vou me sustentar em dados, mas foi perceptível que a "grande massa" entrou no final do ano passado, ou seja, no fim da grande alta. Mas qual o problema disso? Entrada de novos participantes é muito bom, o interesse em investir no Mercado de Capitais também, mas gostaria de passar alguns pontos que considero relevantes e que agora ficam mais compreensíveis.



O primeiro ponto que vejo é o fato de a maioria ter chegado atrasada na Bolsa. Muitos chegaram ansiosos depois de várias e várias reportagens em todos os jornais quase diariamente falando da fantástica valorização da Bolsa, de como é fácil investir, etc etc.. O porém é que só lembram de falar da Bolsa quando está em franca tendência de alta - ainda mais: comentam no final da alta!
Mas por quê as pessoas entram na Bolsa simplesmente por emoção, impulso, sem ao menos ter definido uma estratégia mínima para seus investimentos?

E o engraçado é que com duas semanas de operação, muitos já falam para os amigos que são " traders " e que já ganham mais que o próprio salário. Ok, não é proibido investir ou especular, nem ser um " trader " em duas semanas. O problema disso tudo é que as coisas são feitas sem estratégias. E quando falo de estratégias, é isso mesmo, quase como uma estratégia de guerra.

A meu ver, primeiro referencial que um investidor deve ter é o seu retorno relacionado a outro retorno livre-de-risco - considero livre-de-risco papéis soberanos emitidos pelo governo, rendendo taxa de juros ou taxa fixa, etc.


Vou pegar o exemplo do CDI: aposto que muitos dos que entraram há seis meses na Bolsa não conseguiram sustentar pelo menos uma média de valorização de 300% do CDI. E se você está em um mercado de alto risco, o mínimo que se poderia esperar seria isso, senão, outras formas de investimento muito menos arriscadas deverão ser consideradas.

Segundo ponto é a definição clara de estratégias de operação. Essa eu considero a parte mais complicada e delicada, pois aqui me incluo, apesar de ter progredido muito ultimamente - estou no mercado a cerca de um ano e meio.

É uma regra básica e simples: relação Risco/Retorno. Se você está arriscando seu capital na Bolsa, o que se espera é que tenha um retorno que considere o risco envolvido. Mas como sistematizar tudo isso? Bom, vou partir do pressuposto que o investidor conhece e usa disciplinadamente estratégias de stops . Por exemplo: faz uma compra de um papel X a 6,50 e imediatamente coloca stop a 5,45. Ok, até aí tudo bem, considerando que sabe o motivo de estar comprando a esse preço e colocando stop nesse nível. Mas aí a ação sobe 3% em dois dias e ele pensa: - Ótimo, 3% em dois dias! Vai lá e encerra a operação.

O que há de errado nisso? Ele não ganhou dinheiro? Sim, embora o problema tenha sido a estratégia de Risco/Retorno que ficou praticamente 3 para um 1, ou seja, arriscou 3% do seu capital para ganhar apenas 1%, considerando que se batesse no stop seria vendido (há outros riscos de ordem técnica que não entrarei em detalhes). E isso sob uma ótica de risco é péssimo. Além do mais, existe estudo comprovando que o ser humano tende a relaxar em um momento de prejuízo, sempre pensando que vai subir e acaba se agarrando na posição perdedora, e por fim ainda realizando o lucro cedo demais. Isso é uma atitude normal, mas que deve ser corrigida.

Por fim, aos que não estavam bem preparados e nesse início de ano não se deram bem pelas grandes oscilações, só recomendo uma coisa: estude, estude muito e, acima de tudo, desenvolva estratégias tanto para os momentos felizes quanto os tristes. Estes sempre existirão. Não adianta ficar com raiva do mercado, pois foi sempre assim que funcionou e assim será. Basta ser disciplinado e não levar a "coisa" como uma brincadeira, pois isso envolve dinheiro, às vezes muito dinheiro e tenho certeza que ele não é conseguido de graça ou com pouco esforço. Valorize seu dinheiro, cuide-o e ele cuidará de você em dobro.

INVESTIMENTOS PAPO FURADO

Bolha de sabão. Ganham os que sabem a
hora de entrar e a de sair. Historicamente,
nenhuma alta da Bolsa sustenta-se por muito
tempo







No Brasil, os dados mostram que nos últimos 14 anos o Ibovespa levou uma lavada do CDI, o Certificado de Depósito Interbancário, um título de renda fixa de baixo risco que reflete o juro praticado no mercado financeiro. Nos Estados Unidos, estudos revelam praticamente um empate entre renda fixa e variável, ou seja, a fixa oferece uma relação entre risco e retorno mais vantajosa para o investidor.

Por falta de base estatística mais longa, a comparação feita no Brasil não é ideal porque pega um período em que a economia brasileira foi assolada pela hiperinflação. Tomando-se como base 100 e descontada a inflação pelo IGPDI, de 1986 para cá, ano em que o CDI passou a existir, esse título acumulou uma alta de 687,2%, enquanto o Ibovespa, índice da Bolsa de Valores de São Paulo, rendeu 298,4% (veja gráfico).

COVARDIA. Chega a ser uma covardia colocar os juros praticados na época para segurar preços incontroláveis frente a frente ao retorno das ações de empresas com crescimento prejudicado pelo cenário econômico, agravado por diversos planos que deram errado e por uma abertura selvagem ao mercado externo. E mesmo assim, quantas vezes o investidor brasileiro teve de ouvir aquela máxima durante esse período?

"Dizer que o investimento em ações é bom negócio no longo prazo é um mito. Pelo menos no Brasil, onde o mercado não tem estabilidade e não existe uma lei de sociedades anônimas que proteja o investidor" , diz Carlos Augusto Levorin, diretor da ClickInvest Gestão de Ativos, ex-corretora Síntese. "Aqui, para se ganhar dinheiro é preciso aproveitar os picos, sabendo a hora de entrar e a de sair, independentemente de prazos. É preciso ser jogador" , diz. E completa: "O gerente do banco nunca dirá a seu cliente que é hora de sair do fundo de ações" .

BALELA. Seja em relação ao mercado brasileiro ou norte-americano, Fausto de Arruda Botelho, diretor da Enfoque Gráfico e especializado em análise técnica (grafista) de mercados de risco, é cético quanto ao bom retorno das ações no longo prazo. "Isso é uma balela. A Bolsa de Nova York só se recuperou do crash de 1929 depois de 25 anos" , diz.

O prazo de, por exemplo, 20 anos, contido nesse período de 25 anos que a Bolsa norte-americana levou para se reerguer, é considerado longo e não trouxe qualquer alegria para o investidor. Em compensação, quem entrou na Bolsa norte-americana há cinco anos ainda não sabe o que é perder dinheiro. O que leva a crer que o ganho não depende da duração do investimento, e sim dos momentos certos em que se compram e se vendem as ações.

Segundo Botelho, essa conversa de que investir na Bolsa a longo prazo é um bom negócio começou a se difundir no Brasil principalmente nos anos 70. "Na época, servia para consolar as pessoas que viram suas ações virarem pó em 1972, com o início da crise do petróleo", diz.

RESPALDO. Já que a comparação entre renda fixa e renda variável não encontra bases ideais no Brasil - a hiperinflação e suas conseqüentes mudanças de moeda interromperam as séries estatísticas e distorceram a economia -, tentemos o exemplar mercado norte-americano.

Um gráfico publicado no livro Valuing Wall Street, de Andrew Smithers e Stephen Wright, mostra que a média histórica do retorno real (descontada a inflação) do mercado acionário norte-americano desde 1900 é de - pasme! - 6,75% ao ano. O estudo é cuidadoso: para calcular o retorno médio ao investidor, o levantamento tirou uma média dos horizontes de aplicação, variando de um a 30 anos, por considerar que diferentes investidores ficam com o papel durante períodos diversos.

EMPATE. Comparando esse retorno de 6,75% da Bolsa norte-americana com o yield (principal mais juros) dos bônus de 20 e 30 anos do governo dos Estados Unidos, o resultado é quase um empate. Henry Kaufman, no livro On Money and Markets, mostrou que o yield desses bônus desde maio de 1950 chega a pouco mais de 6%. Com um detalhe: são aplicações praticamente livres de risco.
Julio Ziegelmann, diretor da BankBoston Asset Management, e Jorge Simino Jr., diretor da Unibanco Asset Management, trabalham com estatísticas diferentes. Segundo eles, uma das premissas que utilizam para fazer cálculos do fluxo de caixa descontado, a fim de avaliar o preço justo das ações, é de que a Bolsa norte-americana oferece um retorno vantajoso sobre os bônus do governo, desde 1926.

Segundo Simino, a diferença gira em torno de 5,5 pontos porcentuais para as ações mais negociadas, e de 7,6 entre as small caps, sobre as obrigações de longo prazo do governo, segundo os autores Zvi Bodie, Alex Kane e Alan Marcus, de acordo com uma simples média geométrica. Não é o que mostram os dados de Kaufman e de Andrew Smithers e Stephen Wright. "Talvez essa contradição entre os números deva-se ao tipo de cálculo. O outro levantamento (de Smithers e Wright) é mais sofisticado porque tira a média do investimento médio" , diz Simino.

NOVA ERA. Se nos últimos 14 anos a Bolsa perdeu feio para o CDI - é um fato, apesar (e por causa) de todas as aberrações da economia brasileira -, analistas estimam que a partir de agora se inicia uma nova era, de estabilidade e crescimento promovido por juros baixos.

"De agora em diante, a tendência é de que investir em Bolsa vire uma coisa normal e que ela deixe de ser vista como um cassino" , diz Luís Eduardo Assis, diretor de administração de recursos do HSBC. Segundo ele, ainda hoje a Bolsa brasileira oscila a reboque dos fatos macroeconômicos. Com a estabilidade, porém, passará a refletir principalmente a rentabilidade das empresas.
E essa rentabilidade, na opinião de Gina Baccelli, economista-chefe da Lloyds Asset Management (LAM), tende a crescer muito porque as empresas brasileiras ficaram mais competitivas e eficientes para conseguir sobreviver num ambiente cambial hostil.

Antes, com os juros altos, o aplicador tinha um bom retorno para um risco baixo. "De agora em diante, o investidor vai ter de aprender a conviver com o risco para conseguir retorno" , diz Paulo de Sá Pereira, diretor de estratégia de investimentos da LAM.

Ao se falar em nova era de crescimento e estabilidade no Brasil, em que a Bolsa passaria a ter uma alta consistente ao longo do tempo, não dá para não citar alguns capítulos do livro Irrational Exuberance, do economista Robert J. Shiller, professor da Yale University. Shiller descreveu, desde 1900, as expansões do mercado acionário norte-americano que estiveram associadas às percepções das pessoas de que o futuro seria mais brilhante ou menos incerto do que o passado. O termo nova era foi, até mesmo, usado diversas vezes para descrever esses momentos, que tiveram a duração interrompida ao contrário do que se imaginava.

INSUSTENTÁVEL. Para provar que as altas da Bolsa são insustentáveis depois de um certo período, como bolhas de sabão que estouram, e que o fenômeno não se atém apenas aos Estados Unidos, Shiller compilou as maiores altas de Bolsas de 36 países. O período de maior alta durante cinco anos é fatalmente seguido por outro, com igual duração, de correção de preços (veja alguns desses países na tabela). É o que ele chama de bolhas especulativas, em geral associadas ao efêmero entusiasmo das ditas novas eras.

A Bolsa da estável economia norte-americana mostra-se uma verdadeira montanha-russa. Ou o caso típico de um paciente maníaco-depressivo. Segundo o retrospecto de Shiller, o sobe-e-desce começa em 1901, com a euforia do novo século e a chegada de adventos tecnológicos como o trem que iria correr a 150 milhas por hora, a primeira transmissão de rádio atravessando o Oceano Atlântico e as previsões de que em breve haveria comunicação entre a Terra e Marte por meio do rádio.

Os jornais publicavam histórias de porteiros e camareiras que haviam feito fortuna na Bolsa. Além disso, numerosas associações, fusões e formação de trustes levavam a crer que as empresas iriam crescer como nunca, unindo forças e acabando com a competição. O balde de água fria veio em março de 1902, quando Roosevelt ressuscitou uma lei antitruste de 1890.

IMAGINÁRIO. Outra nova era emblemática foi a dos anos 20, de grande crescimento econômico nos EUA, mas que não foi além de uma quinta-feira de outubro de 1929. Em meados da década de 50, anunciou-se mais uma era mágica. A televisão ajudou a mexer com o imaginário das pessoas que, enfim, podiam visualizar o progresso.

Na década de 60, Kennedy era visto como a encarnação do otimismo nacional e a força do mercado de ações. Na época, chegou-se a pensar que a Bolsa era escudo contra a inflação. A barreira psicológica dos mil pontos do Dow Jones foi quebrada, mas durou pouco, até a crise do petróleo, nos anos 70. E por aí vai.

Tudo isso para resultar numa rentabilidade média anual de 6,75% no longo prazo. Prazo em que - como já disse o grande economista John Maynard Keynes - estaremos todos mortos .

O medo de perder dinheiro

Parece estranho, dito por um planejador financeiro, mas é precisamente o medo, que em última instância impulsiona a maioria das pessoas a aplicar ou resgatar investimentos ou a entrar, ou não, em qualquer outro tipo de negócio.


Esses misteriosos mecanismos da mente fazem com que elas joguem na loteria ou arrisquem certo valor nas mesas de jogos dos cassinos, mundo afora. Não é a toa que o jogo e as chances de ganhar alguma coisa movimentam milhões de pessoas.
Diariamente, aqui ou em qualquer país capitalista, somos bombardeados com a publicidade das instituições financeiras promovendo seus produtos de investimento. Os departamentos de marketing constantemente nos inundam com dados positivos que demonstram o rendimento dos seus maravilhosos produtos, gastando muito dinheiro para procurar nos conquistar e a nos convencer a comprá-los.

Geralmente o elevado (e saboroso) rendimento de um dos produtos nos seduz e é nele que decidimos investir. Pura ganância. Nós nem sequer avaliamos a série de fatores que deveríamos levar em conta e, certamente, nem nos questionamos se aquele particular produto ou negócio é o mais indicado para nós.

Além disso, as constantes oscilações das Bolsas de Valores e mais de 3 anos de vacas prá lá de magras, e pelo fato de termos perdido um bom dinheiro no passado, fez com que jurássemos para nós mesmos jamais voltar a investir naquilo que alguns chamam de "cassino".

As afirmações acima lhe parecem familiares, ou lembram você um pouquinho?

Pois é, nossa decisão, que deveria ser basicamente racional, acaba sendo praticamente emocional.


Podemos dar muitos outros exemplos, mas preferimos citar o Professor de Psicologia David Kahnemann, que recebeu em 2002 o Prêmio Nobel de Economia, por suas experiências que estudaram, em profundidade, como as pessoas agem mais pela emoção e pelo medo do que pela racionalidade!

As duas experiências mencionadas, logo a seguir, foram construídas para possuírem alternativas que apresentassem exatamente a mesma probabilidade de ganho, ou perda. Em ambas experiências, foi dada aos entrevistados a livre escolha das hipóteses A ou B. Vejam que interessante:

Na experiência 1 havia um prêmio máximo de R$ 1.000 em jogo. A pessoa deveria jogar uma moeda para o alto, sob uma das seguintes condições:

- Na hipótese "A" era garantido um ganho de R$ 500,00, independente se desse cara ou coroa;

- Na hipótese "B", se a moeda caísse do lado cara, a pessoa ganharia

os R$ 1.000,00, mas se caísse do lado coroa não ganharia nada.

Na experiência 2, a pessoa recebia uma quantia de R$ 2.000,00 para ser colocada em jogo, a pessoa deveria jogar a moeda para o alto, mas agora sob diferentes condições:

- Na nova hipótese "A" era garantido uma perda de R$ 500,00, independente se desse cara ou coroa; - Na hipótese "B", se a moeda caísse do lado cara, a pessoa perderia R$ 1.000,00, mas se caísse do lado coroa não perderia nada.

O que você faria?

Bom, na Experiência 1 a hipótese preferida foi a "A". Enquanto que na Experiência 2 a hipótese preferida foi a "B".

Pois bem, o Prof. Kahnemann demonstrou nessas experiências que as pessoas tentam evitar perdas, fator esse que se torna mais importante que a obtenção de ganhos. Além disso, o resultado provou que o medo de perder é 2 vezes e meia maior do que o de ganhar o mesmo valor. Suas experiências também mostraram que quanto mais velha a pessoa, maior é seu medo de perder.

Ora, foi destacado lá em cima que pareceria estranho o que seria dito por um planejador financeiro sobre o medo. Mas, é que ele está aqui para colocar a racionalidade nas tomadas de decisão mais importantes da sua vida. Comece a aplicar na sua vida o que você acabou de aprender. Curta a vida e as boas emoções que ela traz sabendo que as más serão banidas pela voz da razão e da experiência do seu planejador financeiro.

Muito além das ações

Quando o assunto é mercado de capitais, costuma-se fazer uma associação direta com a compra e venda de ações em bolsas de valores. Embora muito expressiva, essa é apenas uma fração dos papéis que podem ser negociados. Além dos mercados organizados, como o pregão da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e a Sociedade Operadora do Mercado de Ativos (Soma), há operações feitas no mercado de balcão.


E essas negociações não giram somente em torno de ações de empresas de capital aberto. Há debêntures, notas promissórias, fundos imobiliários...

A falta de informação do grande público a respeito dos mecanismos disponíveis para obter financiamento (do lado corporativo) e rentabilidade (do lado do investidor) está atrelada aos diversos anos de inflação pelos quais o Brasil passou, em que o dinheiro precisava ser aplicado diariamente para não virar pó.

Naquela época, ainda não se prestava muita atenção aos direitos dos acionistas minoritários, nem havia tanta transparência de informações.
Depois, veio a era dos juros altos. Com a taxa referencial, a Selic, superando 25% ao ano, dificilmente outro tipo de aplicação, que não fosse altamente arriscado, pagaria rendimentos superiores a um fundo DI, por exemplo. Por isso, o mercado de capitais destinava-se basicamente aos investidores institucionais.

De acordo com Geraldo Soares, vice-presidente do Instituto Brasileiro de Relações com Investidores (Ibri), de 25% a 27% das negociações no mercado de capitais no Brasil são realizadas por pessoas físicas, enquanto nos Estados Unidos essa participação é praticamente o dobro, chegando a 50%. Para estimular a entrada de novos investidores individuais, entidades de classe e do mercado estão fazendo programas para informar a população sobre as vantagens do mercado de capitais, ao mesmo tempo em que tentam facilitar o acesso do público por meio da Internet e da redução dos valores mínimos de aplicação.


Foi assim que surgiu o Home Broker da Bovespa, pelo qual o investidor pode fazer todas as suas operações virtualmente, e também os programas de incentivo à formação de clubes de investimento (veja reportagem na página 30). "Em primeiro lugar, o investidor precisa entender como funciona o mercado de capitais e deve saber que ele existe para financiar o desenvolvimento do país", diz Clodoir Gabriel Vieira, economista da corretora Souza Barros, uma das maiores do país.

A regulamentação, feita pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), também é essencial para dar credibilidade às operações. "Temos a missão de estimular o desenvolvimento do mercado, alargando a base de investidores. Para isso, estamos sempre aprimorando os mecanismos de aplicação, deixando-os mais ágeis e modernos, sem abrir mão da transparência das informações e da segurança", afirma Luiz Leonardo Cantidiano, presidente da CVM.

Para Mauro Halfeld, consultor de finanças pessoais e autor do livro Investimentos: Como Administrar Melhor seu Dinheiro, a queda continuada da Selic vai estimular o interesse pelo mercado de capitais, especialmente por ações. Nesse campo, ele aconselha que o investidor esteja sempre atento aos movimentos de alta e baixa da bolsa, para evitar a euforia dos mercados. "Quem apostou na retomada do mercado e formou sua carteira em meados de outubro de 2002, quando a bolsa chegou ao fundo do poço, hoje teria acumulado 94% de rendimento", conclui. "Mas quem vai entrar agora precisa tomar cuidado para não comprar papéis que já tenham se valorizado muito. Para evitar as oscilações, a melhor decisão é investir gradualmente e sempre."

Aplicar diretamente em ações, no entanto, requer muita disciplina do investidor, que precisa acompanhar de perto se aquela empresa (ou empresas) em que ele investiu está dando o retorno esperado, tanto no preço dos papéis quanto no pagamento de dividendos. Para quem prefere ter menos trabalho, os fundos de ações são uma boa opção. Eles são fundos de investimento que aplicam exclusivamente em ações de empresas, que podem ser do mesmo setor (como energia ou tecnologia, por exemplo) ou escolhidas de maneira a acompanhar algum índice, como o Ibovespa. O investidor compra uma quantidade de cotas daquele fundo e terá seus rendimentos calculados com base nessas cotas, podendo sair a qualquer momento. A desvantagem é que as taxas de administração desse tipo de fundo costumam ser mais altas, chegando a 4% em alguns casos.

Assim, se você pretende aplicar parte de seus recursos no mercado de capitais, é bom conhecer um pouco mais a respeito das outras modalidades de investimento existentes. Por isso, é importante que as entidades ligadas ao mercado disponibilizem o máximo de informações para que os investidores façam suas opções de forma consciente. "Nossa meta não é simplesmente vender ações; queremos esclarecer e educar nosso público potencial", explica Raymundo Magliano Filho, presidente da Bovespa. Só com iniciativas desse tipo, acredita, será possível atrair novos investidores para o mercado, fortalecendo-o. O plano diretor do setor é outro bom exemplo. "Ele é uma amostra do esforço que o mercado está fazendo para que haja opções de investimento efetivas para o desenvolvimento da economia em nosso país", afirma Haroldo Levy Neto, vice-presidente da Apimec-SP (mais informações sobre o plano diretor podem ser encontradas no site www.apimec.com.br).

Veja, a seguir, quais são, além da compra de ações, as aplicações disponíveis no mercado e quais são suas vantagens e desvantagens.

Fundos imobiliários
Ideais para os que apreciam a segurança de investir em imóveis, esses fundos têm conquistado espaço entre os poupadores. Primeiro, porque eles pagam uma renda mensal - da mesma maneira como o investidor receberia o aluguel de um apartamento, de um flat ou de uma sala comercial - sem ter de administrar diretamente o imóvel. Segundo, porque o risco é baixo, desde que se conheçam os imóveis que compõem o fundo e suas características de locação. A variação da rentabilidade ficará por conta da renda do aluguel (ou faturamento da loja, no caso de shoppings) e de uma possível inadimplência. Alguns fundos garantem uma rentabilidade mínima nos primeiros anos da operação.

Há ainda outro atrativo: é possível vender parte desse investimento (cotas) sem precisar mexer no patrimônio total. Ou seja, se um investidor possuir R$ 100 mil aplicados num imóvel e necessitar de R$ 20 mil para fazer um curso no exterior, por exemplo, ele precisará vender esse imóvel, pegar a quantia estipulada e então escolher outra forma de investir os R$ 80 mil restantes. Se esses R$ 100 mil estiverem aplicados num fundo imobiliário, dá para sacar apenas o valor desejado.

Até o fim da década de 90, somente os investidores institucionais tinham acesso a esse tipo de aplicação, mas em 1999 foi lançado o primeiro fundo imobiliário para o varejo: o Shopping Pátio Higienópolis, na capital paulista. A seguir, vieram o JK Financial Center e o Água Branca, ambos prédios de escritórios em São Paulo, o Hospital da Criança, na mesma cidade, o Europar, formado por galpões industriais, e o shopping carioca Fashion Mall. Entre os mais de 60 fundos imobiliários disponíveis no Brasil, cerca de dez já são abertos às pessoas físicas. "Essa é uma forma moderna de fazer investimentos de base imobiliária", afirma Rodrigo Machado, diretor da Brazilian Mortgages, empresa que lançou as bases para que esse tipo de aplicação tivesse força no país.

Apesar de ser um recurso muito utilizado nos Estados Unidos, havia dúvidas em relação à transparência dessas operações e à liquidez dos títulos no Brasil. Como não existia um mercado secundário, os próprios corretores e administradores se tornaram os grandes responsáveis por dar as informações e acertar negociações de compra e venda entre possíveis interessados. Em abril deste ano, no entanto, um passo importante foi dado no sentido de tornar o mercado mais dinâmico e organizado: as cotas de alguns fundos começaram a ser negociadas na Soma, subsidiária da Bovespa.

A Soma adotou um sistema de negociação com regras transparentes, em horários predeterminados, para evitar oscilações bruscas de preço. No site www.somativos.com.br, o investidor pode acompanhar as movimentações diárias e obter mais informações sobre cada um dos fundos listados na Soma. As cotas são custodiadas na Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC) e os investidores recebem todo mês um extrato de suas movimentações. "Agora, as operações com fundos imobiliários têm um mecanismo de salvaguarda muito semelhante ao das ações", diz Romeu Pasquantonio, diretor da Soma.

O primeiro a se registrar na Soma foi o Fundo de Investimento Imobiliário Edifício Almirante Barroso, logo após a distribuição primária. Em três meses, 25% do valor do fundo - cerca de R$ 25 milhões - já tinha sido negociado no mercado secundário. Também estão cadastrados o Memorial Office, o Shopping Pátio Higienópolis e a Torre Norte. Pasquantonio espera atrair outros fundos para serem negociados no mercado de balcão organizado. "Isso representa uma nova etapa na indústria de fundos, uma etapa mais madura, de transparência na formação de preço e de democratização das informações", afirma Machado.

Debêntures
O nome é complicado e a operação, sofisticada, mas seu conceito é simples de entender: debêntures são títulos que uma empresa lança para se capitalizar. É uma maneira de contrair um empréstimo no mercado para financiar a compra de máquinas, a expansão do parque industrial e da produção etc. Trata-se de um investimento conservador, indicado para quem procura uma rentabilidade garantida, acima da caderneta de poupança e, muitas vezes, superior à do CDI.

Assim como os fundos imobiliários, as debêntures devem ser usadas como forma de diversificar os investimentos de longo prazo, para a aposentadoria, por exemplo. "Por isso, é aconselhável escolher papéis de empresas sólidas", avalia Vieira, da Souza Barros. Ele cita a Petrobras, que lançou recentemente títulos com vencimento em agosto de 2012, com taxa de 11% ao ano e investimento mínimo por volta de R$ 1.000 (hoje, essa cota mínima vale mais de R$ 1.250).

O grande entrave para os investidores individuais é a dificuldade de acesso a esses papéis. Por enquanto, são poucas as empresas que estruturam operações com títulos de valor mais acessível e que sejam distribuídos de maneira democrática. "Para existir um mercado de debêntures ativo, deve-se criar um mercado secundário, o que só é possível a partir de uma padronização dos papéis", pondera Cantidiano, presidente da CVM. Se as características forem equivalentes, diz ele, o investidor só precisará analisar o risco da empresa e a taxa de juros que será paga.

Para isso, está em fase de análise na CVM uma instrução que cria um modelo para a emissão de debêntures. A empresa não será obrigada a segui-lo para realizar a operação, mas para entrar no mercado secundário. "Com a padronização, será possível oferecer esse produto no varejo com um valor acessível e estimular a entrada das pessoas físicas", avalia Cantidiano.

A Bovespa já está se preparando para quando isso for realidade. Há dois anos e meio, foi lançado o Bovespa Fix, um mercado organizado para negociação, liquidação e custódia de debêntures. "Antes, tudo era negociado no mercado de balcão; agora, oferecemos um ambiente transparente para as transações", explica Charles Mann de Toledo, gerente de operações de renda fixa da Bovespa. Há ainda um site (www. bovespafix.com.br) que fornece as informações referentes aos papéis negociados por esse mecanismo (características, escrituras, fatos relevantes dos emissores, preços e negócios realizados no mercado secundário).

Notas promissórias
Se as debêntures ainda são desconhecidas do grande público, as notas promissórias (ou commercial papers) estão ainda mais longe da realidade dos investidores individuais. Os valores são maiores - na faixa dos R$ 100 mil a cota -, os papéis são de curto prazo, as pessoas físicas não têm acesso ao mercado primário e o secundário é raríssimo, uma vez que os investidores costumam ficar com seus papéis até o vencimento. "Quando a empresa emite uma nota promissória, ela não está pensando em liquidez, mas em rolar uma dívida de curto prazo", explica Toledo, da Bovespa. De qualquer forma, esse também é um mecanismo de investimento que, com o tempo, poderá estar acessível a qualquer poupador.

History of Dow Jones Industrial Average

The Dow Jones Industrial Average (NYSE: DJI), also called the DJIA, Dow 30, or informally the Dow Jones or The Dow) is one of several stock market indices created by nineteenth-century Wall Street Journal editor and Dow Jones & Company co-founder Charles Dow. Dow compiled the index to gauge the performance of the industrial sector of the American stock market. It is the second-oldest U.S. market index, after the Dow Jones Transportation Average, which Dow also created.
The average consists of 30 of the largest and most widely held public companies in the United States. The "industrial" portion of the name is largely historical—many of the 30 modern components have little to do with traditional heavy industry. The average is price-weighted. To compensate for the effects of stock splits and other adjustments, it is currently a scaled average, not the actual average of the prices of its component stocks—the sum of the component prices is divided by a divisor, which changes whenever one of the component stocks has a stock split or stock dividend, to generate the value of the index. Since the divisor is currently less than one, the value of the index is higher than the sum of the component prices.

The DJIA was first published in Customer's Afternoon Letter.[1] It was published on May 26, 1896, and represented the average of twelve stocks from important American industries. Of those original twelve, only General Electric remains part of the index. The other eleven were:

- American Cotton Oil Company, distant ancestor of Bestfoods, now part of Unilever
- American Sugar Company, now Amstar Holdings
- American Tobacco Company, broken up in 1911 antitrust action
- Chicago Gas Company, bought by Peoples Gas Light in 1897 (now an operating subsidiary of Integrys Energy Group, Inc.)
- Distilling & Cattle Feeding Company, now Millennium Chemicals, a division of Lyondell Chemical Company
- Laclede Gas Light Company, still in operation as The Laclede Group, removed from the Dow Jones Industrial Average in 1899
- National Lead Company, now NL Industries, removed from the Dow Jones Industrial Average in 1916


- North American Company, (Edison) electric company broken up in the 1940s
- Tennessee Coal, Iron and Railroad Company in Birmingham, Alabama, bought by U.S. Steel in 1907
- U.S. Leather Company, dissolved 1952
- United States Rubber Company, changed its name to Uniroyal in 1961, merged private with B.F. Goodrich in 1986, bought by Michelin in 1990.

When it was first published, the index stood at 40.94. It was computed as a direct average, by first adding up stock prices of its components and dividing by the number of stocks in the index. The Dow averaged 5.3% compounded annually for the 20th century, a record Warren Buffett called "a wonderful century"—when he calculated that to achieve that return again, the index would need to reach nearly 2,000,000 by 2100. Many of the biggest percentage price moves in The Dow occurred early in its history, as the nascent industrial economy matured. The index hit its all-time low of 28.48 during the summer of 1896.

On July 30, 1914, when the New York Stock Exchange was closed for the next four months, the index stood at 71.42. Some historians believe the Exchange closed because of a concern that markets would plunge as a result of panic over the onset of World War I. An alternative explanation is that the Secretary of the Treasury, William Gibbs McAdoo, closed the exchange because he wanted to conserve the US gold stock in order to launch the Federal Reserve System later that year with enough gold to keep the US on the gold standard. When the markets reopened on December 12, 1914, the index closed at 54, a drop of 24.39%.

In 1916, the number of stocks in the index was increased to twenty and the new version of the index was 27% smaller than the old index. Finally, it was increased to thirty stocks in 1928, near the height of the "roaring 1920s" bull market. The crash of 1929 and the ensuing Great Depression returned the average to its starting point, almost 90% below its peak, by July 8, 1932, at its intra-day low of 40.56; closing at 41.22. The high of 381.17 on September 3, 1929, would not be surpassed until 1954, in inflation-adjusted numbers. However, the bottom of the 1929 DJIA crash came just 2 1/2 months later on November 13, 1929, when intra-day it was 195.35; closing slightly higher at 198.69.

The largest one-day percentage gain in the index, 15.34%, happened on March 15, 1933, in the depths of the 1930s bear market.
The post-World War II bull market, which brought the market well above its 1920s highs, lasted until 1966.

The Dow fell 22.61% on Black Monday (1987). Two days later it rose 10.15%.On November 14, 1972 the average closed above 1,000 (1,003.16) for the first time, during a relatively brief rally in the midst of a lengthy bear market.
The 1980s and especially the 1990s saw a very rapid increase in the average, though severe corrections did occur along the way.

The largest one-day percentage drop since 1914 occurred on "Black Monday", October 19, 1987, when the average fell 22.61%.
The largest one-day percentage gain since the 1930s, 10.15%, occurred two days later on Wednesday, October 21, 1987 bringing the Dow back above 2,000 and in line for a yearly gain.
On November 21, 1995 the DJIA closed above 5,000 (5,023.55) for the first time.
On March 29, 1999, the average closed above the 10,000 mark (10,006.78) after flirting with it for two weeks. This prompted a celebration on the trading floor, complete with party hats.
On May 3, 1999, the Dow achieved its first close above 11,000 (11,014.70).
The uncertainty of the 2000s brought a significant bear market, followed by indecision on whether the following bull market represented just a prolonged cyclical rally or the start of a new secular trend.

On January 14, 2000, the DJIA reached a record high of 11,750.28 in trading before settling at a record closing price of 11,722.98; these two records would not be broken until October 3, 2006.
The largest one-day point gain in the Dow, an advance of 499.19, or 4.93%, occurred on March 16, 2000, as the broader market approached its top.
The largest one-day point drop in DJIA history occurred on September 17, 2001, the first day of trading after the September 11, 2001 attacks, when the Dow fell 684.81 points, or 7.1%. By the end of that week, the Dow had fallen 1,369.70 points, or 14.3%. A recovery attempt allowed the average to close the year above 10,000.
By mid-2002, the average had returned to its 1998 level of 8,000.
On October 9, 2002, the DJIA bottomed out at 7,286.27 (intra-day low 7,197.49), its lowest close since October 1997.

The Dow fell 14.3% after the September 11, 2001 attacks. Exchanges were closed between September 10th and September 17th.By the end of 2003, the Dow returned to the 10,000 level.
On January 9, 2006 the average broke the 11,000 barrier for the first time since June 2001.
In October 2006, four years after its bear market low, the DJIA set fresh record theoretical, intra-day, daily close, weekly, and monthly highs for the first time in almost seven years, closing above 12,000 for the first time on the 19th anniversary of Black Monday.
On February 27, 2007, the Dow Jones Industrial Average fell 3.3% (415.30 points), its biggest point drop since 2001. This move was part of a correction that eventually reached below the 12,000 level. It foreshadowed increased levels of volatility not seen since March 2003, including routine 1% moves and occasional moves of greater than 2% in a single session, which continued throughout the year. The initial drop was caused by a global sell-off after Chinese stocks experienced a mini-crash.
On April 25, 2007, the Dow passed 13,000 in trading and closed above the milestone for the first time. Less than three months later, on July 19, the average set an all-time closing high above the 14,000 level: the fastest 1,000-point advance for the index since 1999.
On July 26, 2007, the DJIA experienced a 450 point intraday loss, followed by a partial recovery of 311.50 points, to close at 13,473.57. This came on the heels of turbulence in the U.S. sub-prime mortgage market and the soaring value of the Yuan. The move initiated another correction falling below the 13,000 mark, about 10% from the highs.
On October 9, 2007, the Dow Jones Industrial Average closed at the record level of 14,164.53.
On July 2, 2008, with record-high oil and gasoline prices well above $140 per barrel and $4 per gallon, the Dow Jones Industrial Average closed in bear market territory. Two weeks later, its subsequent close below the 11,000 mark for the first time since 2006 was followed by a 500-point rally that accompanied a three-day 15% correction in energy prices.
On September 15, 2008, the Dow Jones lost more than 500 points for only the sixth time in history after Lehman Brothers filed Chapter 11 bankruptcy, Merrill Lynch was bought by Bank of America, and AIG was begging for extra capital. AIG's stock price dropped more than 60%, and Lehman lost almost 95%. This returned the Average to its mid-July lows below the 11,000 level, although more than 90% of the losses were erased by the end of the week. Kraft Foods replaced AIG in the index on September 22, arguably leaving the index underweighted in financials following the recent turmoil in the stock market. AIG's removal came after a tumultuous week for the insurer; the company was aided by the Federal Reserve through an $85 billion bailout that sought to keep the company from seeking bankruptcy protection.

A verdadeira crise do Brasil

As despesas do Governo Federal saltaram de R$ 413 bilhões, em 2003, para R$ 570 bilhões, em 2007. A arrecadação que era de R$ 365 bilhões disparou para R$ 513 bilhões, no ano passado. A dívida interna cresceu 40% no atual governo e atingiu a incrível cifra de R$ 1,4 trilhão. Mesmo deficitário, o Governo Federal contratou mais de 200 mil pessoas, nos últimos cinco anos.

A nossa carga tributária é a maior do planeta, o Governo gasta mais do que arrecada, gasta mal, e o pior: essa situação não é diferente nos Estados e Municípios.

É preciso elaborar políticas macro-econômicas eficazes para reduzir e simplificar a estrutura tributária; aumentar a taxa de investimento e torná-la compatível com o crescimento desejado pela sociedade; e exigir que os governos federal, estaduais e municipais obedeçam à lei de responsabilidade fiscal, diminuindo o grau de endividamento do setor público, em relação ao PIB.

O aperfeiçoamento das políticas de desenvolvimento poderá fazer com que o Brasil eleve os investimentos totais em infraestrutura, adequando sua base ao processo de desenvolvimento econômico e social. E a implementação de uma efetiva política industrial, tecnológica e de comércio exterior aumentará a participação dos produtos industrializados na pauta das exportações brasileiras.

É necessário que haja uma reforma do sistema político que permita estreitar os vínculos entre o eleitor e seus representantes, fortalecendo os partidos políticos e ampliando a responsabilidade parlamentar.

Para evitar o comprometimento da qualidade e do uso dos recursos naturais, é preciso implementar políticas ambientais adequadas.

Somente com a introdução de novas políticas educacionais será possível proporcionar uma progressiva melhoria da qualidade do ensino básico no Brasil e posicionar a nossa sociedade no mesmo nível de qualificação, para o mercado de trabalho e cidadania, que as sociedades dos países desenvolvidos.

A aplicação eficiente e eficaz de políticas sociais poderá reduzir as desigualdades no Brasil, aproximando seus indicadores dos valores apresentados pelos países desenvolvidos; estruturar um sistema previdenciário financeiramente equilibrado, com regras equânimes para trabalhadores da iniciativa privada e para servidores públicos; e promover a ampliação do acesso ao Sistema Único de Saúde (SUS), melhorando a qualidade dos serviços ofertados.

O sistema policial e o sistema judiciário precisam ser fortalecidos e modernizados para permitir a redução dos atuais e inaceitáveis índices de criminalidade e violência.

A crise brasileira não está em seu sistema financeiro, essa crise do subprime que teve início nos Estados Unidos, se alastra mundo afora e já está contaminando o Brasil, indiretamente, decorrente do enfraquecimento da demanda global. A verdadeira crise do Brasil se aninha em suas fragilidades internas sistêmicas, como a sua carga tributária escorchante; o descaso com a classe média; a falta de investimentos em obras de infra-estrutura econômica e social; o combate frouxo à corrupção, à impunidade, à violência, ao analfabetismo; e a incompetência gerencial do poder público.

Falta vontade política e coragem para enfrentar o enorme desafio que é promover as mudanças que o Brasil precisa. Para evitar um colapso sócio-econômico, que é só questão de tempo, a sociedade brasileira precisa exigir que as reformas estruturais saiam do papel, imediatamente.